Saiba porque o número de infartos tem aumentado em mulheres com Dr. Hélio Castello

Saúde

Nos últimos tempos, o número de casos de infarto entre mulheres aumentou consideravelmente. Há 50 anos, a cada dez casos de infarto, um ocorria em mulher. Hoje, cinco são em mulheres. Segundos dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), 360 mil pessoas morrem por ano em decorrência de doenças cardiovasculares no Brasil. Desse total, 30% dos casos têm como vítimas as mulheres.

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Infarto em mulheresO cardiologista Hélio Castello cita alguns fatores que explicam esse crescimento. “A ala feminina está cada vez mais exposta aos fatores que oferecem riscos para o coração. Alguns dos mais comuns são: aumento da cintura abdominal, maior exposição ao estresse, alimentação inadequada e nível de pressão arterial acima do normal”.

Além disso, o especialista explica que o consumo de bebidas e alimentos com alto índice de colesterol e gordura, a falta de atividade física e o fumo são prejudiciais para a saúde do coração. “Tudo isso contribui para o entupimento das artérias coronárias e, consequentemente, para o infarto e o Acidente Vascular Cerebral (AVC) ”, alerta.

A idade também é um fator de risco de infarto em mulheres, já que a menopausa causa a diminuição da produção de estrogênio, hormônio que é um dos responsáveis pela dilatação dos vasos. Desse modo, segundo o cardiologista, após chegarem aos 50 anos, as mulheres perdem a proteção hormonal, o que aumenta substancialmente a chance de doenças cardiovasculares.

Pilula anticoncepcionalA combinação do cigarro com a o uso da pílula anticoncepcional é outro agravante que ajuda a explicar o crescimento do número de infartos e outras doenças cardíacas em mulheres. O médico afirma que essa associação propicia a formação de coágulos em veias e em artérias, interrompendo a irrigação do músculo cardíaco, o que resulta no infarto. “O uso da pílula combinado com o fumo aumenta em cinco vezes a chance de desenvolver uma doença cardiovascular”, completa Castello.

No entanto, existem algumas medidas que elas podem tomar para diminuir a probabilidade de desenvolver doenças coronárias. “Manter uma dieta balanceada, consumindo alimentos como legumes, frutas e verduras, evitar bebidas alcoólicas e tabaco, contribuem para o controle do nível de colesterol e da pressão arterial”, destaca o cardiologista. Além disso, visitas regulares aos especialistas são fundamentais para que se possa detectar e amenizar os fatores de riscos cardiovasculares.

 

Hélio Castello Hélio Castello é médico cardiologista.

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