Gordura no figado por Dr. Tércio Genzini

Saúde

Tecnicamente chamado de esteatose hepática, o acumulo de gordura do fígado pode estar relacionado à ingestão abusiva de álcool. A esse caso, chamaríamos de doença gordurosa alcoólica do fígado. Quando não há ingestão de bebidas alcoólicas em quantidades significativas, denominamos o caso como doença gordurosa não alcoólica do fígado. Ela indica a ocorrência de um armazenamento de gordura que ocorre no interior das células hepáticas – na medicina, os hepatócitos –, em diferentes graus.

Gordura no figado

Este quadro pode se desenvolver em qualquer pessoa, independentemente da faixa etária (inclusive em crianças). As causas mais importantes da “gordura no fígado” são:

  • Sedentarismo;
  • Toxicidade por drogas ou medicações;
  • Problemas com colesterol ou triglicerídeos (dislipidemias);
  • Obesidade;
  • Hepatites virais;
  • Alcoolismo;
  • Diabetes

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Na maioria das vezes, o diagnóstico da doença é feito a partir de um ultrassom de abdômen realizado durante exames de rotina, em um check up, ou por ocasião da investigação de outros problemas abdominais ou pélvicos.

Utrassonografia

Após o diagnóstico, sempre convém procurar um médico gastroenterologista ou hepatologista para investigar se a gordura está ou não afetando a integridade do fígado. Essa avaliação é feita por meio de exames de sangue e de imagem mais específicos como ressonância nuclear magnética ou elastografia (que avalia a rigidez do fígado) e, eventualmente, biópsia hepática. Apenas após uma avaliação completa pode-se afirmar se às condições do órgão trazem ou não riscos à saúde do paciente.

Entretanto, quando existem indícios de lesão do fígado pela gordura, várias medidas devem ser tomadas para evitar o desenvolvimento de doença crônica, cirrose hepática e até mesmo câncer no fígado. Estas medidas envolvem a identificação e interrupção da causa, programação da dieta, atividades físicas e eventualmente uso de medicações.

Gordura no figado

Em pacientes obesos ou com sobrepeso, a perda de peso é fundamental como parte do tratamento e pode ser obtida com auxílio de acompanhamento endocrinológico e nutricional. A atividade física e o abandono do sedentarismo são muito importantes para a melhora da ação da insulina nas células do corpo e para a redução da resistência delas à ação deste hormônio.

Várias medicações utilizadas para tratamento de diabetes ou dislipidemias (presença em níveis elevados de lipídeos, celular de gordura, no sangue) são utilizadas com diversos graus de sucesso. A vitamina E, um agente antioxidante, também tem um papel protetor.

 

Tércio Genzini Tércio Genzini é hepatologista. 
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