Empoderamento Feminino por Dra. Hebe de Moura

Dicas

Eu me lembro que, não tem muito tempo, quando a gente começava a falar de poder, alguém logo ia dizendo: “Cuidado, porque o poder corrompe”!

Era comum as pessoas terem medo do poder. Ainda assim, ter uma “aura de poder”, era algo admirado e desejado, mesmo que secretamente e a uma certa distância, revelando aquele respeitoso temor.

Hoje, isto mudou e o poder está em alta: a maioria das pessoas quer ter poder, elas querem se sentir poderosas, ser empoderadas.

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As pessoas querem ter poder, mas não querem recebê-lo de quem, supostamente, teria que ser mais poderoso do que elas (até para ter o que dar!) E, quem é que quer que um outro seja mais poderoso? Quem quer ficar nessa posição, tão vulnerável?

Quando se fala muito sobre alguma coisa e não se oferecem soluções para chegar a um resultado, a frustração vai gerando raiva, que vira aversão.

Mas, então, como se poderia empoderar, verdadeiramente a mulher? Será que isso deve ser feito por alguém, que não ela mesma? E, mais importante: será que empoderar uma mulher é o mesmo que “Empoderar o Feminino”?

Poder tem a ver com capacidade, autoridade, vontade… e não existe um único tipo de poder. Por isso, precisamos definir melhor do que estamos falando, porque, senão, como alcançar o que nem sabemos que estamos buscando?

Existem inúmeras formas de entender, analisar e classificar o poder. Se nós o dividirmos, de forma bem simples, por exemplo, baseado na fonte de onde ele vem, vamos encontrar 3 tipos: o poder pessoal (do EU), o poder social (dos OUTROS) e o poder transcendente (do TODO)*.

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Poder Pessoal: Determinação ou Disciplina: “eu mando e eu obedeço”. Sêneca já dizia que “Poderoso é aquele que tem poder sobre si mesmo”.

O Poder Social: O “eu mando e eles obedecem”, já não vem de mim – eu o recebo dos outros. Ele depende de uma posição que as outras pessoas me concedem. Para que eu determine o que os outros devem fazer e eles me obedeçam, preciso estar em uma posição de comando (superior na hierarquia) pelo cargo/encargo que me foi dado, normalmente, para conduzir o grupo em direção a uma determinada meta.

O Poder Transcendente: Vem de uma instância maior, que transcende meus interesses e os do grupo e brota de um Propósito maior. Só conseguimos atingi-lo quando nos conectamos com algo que supera e ultrapassa desejos pessoais, menores, bem como interesses imediatos do grupo.

 

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Resumindo: se uma mulher quer se empoderar, ela consegue isso, desenvolvendo sua disciplina. Porém, se ela quer ser empoderada, querendo ou não, vai depender de alguém reconhecer seu poder: ver a sua capacidade ou o seu valor e dar a ela esse Poder (junto com um cargo/encargo).

Agora, se o que ela quer é emanar aquela aura de Poder, que encontramos em uma liderança legítima, ela teria que se conectar com um Poder Superior que, em geral, a gente acessa quando se envolve com um Propósito que transcende a nós e a quaisquer interesses menores.

 

tv catia fonseca empoderamento feminino Dra. Hebe de Moura Dra. Hebe de Moura é médica psiquiatra, terapeuta alternativa,
escritora e palestrante. Contatos
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