7 dicas para aumentar sua empatia por Rodrigo Credidio

Dicas

Relacionar-se com outras pessoas está longe de ser uma tarefa fácil e tranquila. Pontos de vista diferentes, crenças pessoais e vivencias particulares. Tudo isso, aliado à correria desenfreada de nosso dia a dia, dificulta que consigamos olhar o mundo com a perspectiva do outro. O resultado são desentendimentos, mal-entendidos, separações, demissões e até brigas físicas. O que o mundo está precisando é de empatia, que é a capacidade que o ser humano tem de se colocar na pele do outro e compartilhar emoções, sensações e ideias. Quando lidamos com pessoas muito diferentes da gente, a empatia torna-se pré-requisito básico para uma relação respeitosa e construtiva.  Segundo neurocientistas, cerca de 98% dos seres humanos têm a capacidade natural de empatizar com o outro, de entrar em sintonia com o mundo e os problemas de quem nos dirige a palavra. E por que é tão complicado fazer isso quando o assunto é afro descendência, identidade de gênero, orientação homo-afetiva, deficiências e gerações?

 

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Neste artigo, você encontrará sete dicas preciosas para se tornar uma pessoa mais empática em casa, na rua, no trabalho, no lazer. Escolha uma dica por dia e procure colocá-la em prática durante as próximas 24 horas. Ao longo de uma semana, você terá vivenciado na pele as atitudes mais comentadas por especialistas quando o assunto é empatia. No mínimo, você sairá desta experiência com uma visão de mundo mais positiva e cordial. Tv Catia Fonseca Torne-se uma pessoa mais empática com essas 7 dicas
  1. Conheça a si mesmo(a)

Quando se sentir irritado(a), alegre, ansioso(a) ou grato(a), feche os olhos e procure mapear o seu corpo. Faça uma espécie de varredura mental de si. Pergunte-se: ”Minha musculatura está relaxada ou tensionada? Estou com o coração acelerado? Como estão minhas expresses faciais e minha linguagem corporal? Estou suando? Dores ou incômodos em alguma parte do corpo?”. Em poucos segundos, procure fazer essa verificação de tudo que está se passando no seu corpo e na sua mente. Faça então um mergulho e procure descobrir o que exatamente te deixou desse jeito. Por que aquela emoção aflorou e deixou você assim? Foi algo que ouviu, que viu, que pensou? Evite bloquear suas emoções, reprimindo-as.

a Algumas pessoas tentam atenuar o que estão sentindo ou pensando, seja mudando o rumo da conversa, seja ligando a televisão ou então recorrendo ao celular. Ignorar suas emoções acaba criando uma desconexão ou falta de familiaridade consigo mesmo(a). Como você espera entender e sentir a tristeza do outro quando não consegue nem expressar a sua própria? Procure lidar com seus sentimentos, principalmente os negativos, de forma lúdica e saudável. Se for preciso, chore, grite, coloque para fora. Uma outra ideia é escrever seus pensamentos em uma agenda ou então compartilhar o assunto com uma pessoa amiga ou parente. Com a prática, você fará este processo de forma automatizada e assim saberá melhor sobre si mesmo(a) e seus sentimentos.

 

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  1. Escute Atentamente

“Ouça o que a pessoa estiver falando e note a inflexão na voz. Observe os pequenos sinais que indicam como a pessoa está se sentindo. Pode ser o lábio tremendo e os olhos brilhando. Talvez seja algo mais sutil, ela pode olhar muito para baixo ou parecer ausente. Esqueça-se de você por alguns instantes e absorva a história das pessoas”. Não faça julgamentos enquanto escuta. Se você se lembrar de alguma desavença que teve com aquela pessoa ou então sentir um impulso de rebater a opinião dela, esforce-se para se manter no modo “ouvinte”.

 

 

Use expressões que demonstrem que está escutando, como “Sério?” ou “Entendo”. Mantenha sempre contato visual, não demonstre inquietação, evite cruzar os braços, balance a cabeça concordando ou sorria em momentos apropriados. “Todas essas atitudes são formas de demonstrar empatia no momento para que a pessoa que está compartilhando os sentimentos crie confiança em você. Se estiver distraído, desviar o olhar ou der sinais de que não está prestando atenção ou não está interessado(a), a pessoa provavelmente vai parar de desabafar. Outra maneira de demonstrar empatia é compartilhar algo sobre você também. Ficar tão vulnerável quanto a outra pessoa pode gerar confiança e conexão mútuas. Abaixe sua guarda e se envolva na conversa.”

 

  1. Puxe conversa com desconhecidos

Um bate-papo despretensioso com alguém que você sequer sabe o nome pode ser transformador. Justamente por não ter nenhum tipo de vínculo com você, e vice-versa, a conversa flui naturalmente, sem juízos de valor. Obviamente que você não vai contar a história da sua vida para

um estranho (e nem deve). Mas experimente iniciar um diálogo com aquele vizinho que você mal vê numa viagem de elevador. Ou então com o funcionário da recepção do prédio onde trabalha. Ou com aquela velhinha simpática no banco do ônibus. Você vai se surpreender com as histórias das pessoas e conhecer outras visões de mundo.

  1. Passe na pele

Um bom experimento é se passar por alguém por algumas horas, dias ou até mesmo, meses. Estar literalmente “no lugar do outro” lhe dará uma perspectiva real de como a pessoa vivida por você é percebida pela sociedade e dos seus desafios diários. Tente por um dia limpar a casa ou cuidar do dia a dia de uma empresa ou escritório no lugar da pessoa que costuma fazer isso!

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  1. Ande mais a pé, de bicicleta ou de transporte público

Viver a cidade sem estar conduzindo um veículo motorizado faz toda a diferença. Além do já sabido ganho na qualidade de vida, as pessoas que adotam um sistema de mobilidade mais humanizado tendem a ver o outro com outros olhos. “Humanizado” porque viver a cidade, seja a pé ou em transportes públicos, coloca-nos inevitavelmente em contato com pessoas. E pessoas das mais variadas origens, culturas, crenças e valores.

Você verá realidade e tribos que sequer imaginava que existiam: pessoas em situação de rua, estudantes, skatistas, aposentados, executivas, desempregados, imigrantes, pessoas com deficiência. Deixar o carro em casa se transforma numa experiência riquíssima e de muito aprendizado. Inclusive, basta você estar dentro de um vagão de trem ou sentado(a) no ônibus para colocar a maioria dessas dicas! Experimente.

 

 

  1. Saia da rotina

Se você é daquelas pessoas que gostam de sair com as mesmas pessoas e frequentar sempre os mesmos lugares, dê uma variada! Faça novas amizades, conheça restaurantes diferentes, faça trajetos que nunca fez na sua cidade. Quebre o marasmo e tente fazer algo diferente todos os

dias. Expanda um pouco seu universo!

 

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  1. Observe e Imagine

Largue um pouco o seu telefone celular. Ao invés de checar suas redes sociais ou ler textos enquanto espera pelo trem ou ficar parado no trânsito, observe as pessoas em sua volta. Imagine quem elas são, o que elas estão pensando ou sentindo e o que elas estão fazendo naquele momento. “Elas são pessoas frustradas? Felizes? Estão cantarolando algo? Olhando seus celulares? Elas vivem aqui ou são de outra cidade? Será que tiveram um dia legal?” Tente se concentrar e deixe sua imaginação fazer o resto.

Segundo neurocientistas, cerca de 98% dos seres humanos possuem total condições naturais para serem empáticos com seus semelhantes. Ou seja, a empatia é uma qualidade que já vem “de fábrica” desde quando somos criancinhas. Através de exercícios e um olhar atento aos nossos comportamentos automáticos, conseguimos adotar uma postura mais próxima ao outro e, assim, ativar nosso cérebro empático. Quanto mais lançarmos mão dessa rotina, mais chances de nos tornarmos pessoas extremamente empáticas. Assim, ganhamos nós, ganha o mundo. Quem sabe a empatia não seja o santo remédio que tanto a humanidade precise tomar para vermos um mundo melhor! E pode ter certeza, que o gosto desse remédio não tem nada de amargo.

 

 

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Rodrigo Credidio é consultor, palestrante e sócio-fundador da 
Good Bros Acessibilidade & Inclusão.